terça-feira, 27 de novembro de 2012

Técnicas de Tortura Psicológica

    Gostaria de dividir mais sobre tudo que tenho passado depois que Dora foi levada, daquele jeito que já expus à exaustão por aqui. Quando minha filha foi levada, pensei que estava em São Paulo, afinal seria óbvio demais e demonstração de total incompetência da outra parte em "despachá-la" para a casa dos avós em Ribeirão Preto. O que ele diria para todas as pessoas que morriam de pena de seu papel de pai sofredor? Eu desconfiava que a outra parte havia mudado de endereço, mas imaginei que continuasse na mesma cidade. Para continuar me enganando, passou contatos sobre uma mediação de conflitos. Era para mediar encontros entre minha pessoa e Jonas Golfeto. Para ver Dora faria qualquer coisa, até pagar o mico de discutir a procedência dos ovos durante horas com essa pessoa que só pensa em vingança. A obcessão de Jonas Golfeto por mim fica evidente em vários emails. Ele exige que eu o encontre para primeiro mediar conflito com ele, só depois do conflito resolvido permitiria que eu encontrasse Dora!
     Segue primeira série de emails:

Talvez seja possível

On 04/03/2011, at 23:13, Adriana Mendes wrote:


 
Tudo bem te encontrar em abril, pode ser até depois, mas gostaria de encontrar Dora bem antes disso.


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 4 de Março de 2011 16:16:50
Assunto: Re: Res: Res: Res: Sobre o orgão familiae

Muitas demandas em relação a nossa filha e início dos meus trabalhos e contratações pela prefeitura. Por isso abril.



On 04/03/2011, at 13:56, Adriana Mendes wrote:

Ironia dispensada, me perdoe, mais uma vez. Por que só em abril? Por que manter até lá a situação de conflito? Por mim seria hoje.
 
Adriana


De: Jonas Golfeto <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 4 de Março de 2011 13:44:46
Assunto: RE: Res: Res: Sobre o orgão familiae

Olá,

Dispenso a ironia. Ela só mantêm a situação de conflito.

A partir de abril, Sábados e quartas são dias bons para o encontro encontro.

Jonas Golfeto
11-8252-8133
Aleph Cinema e Vídeo
jonas@alephcinema.com.br

-- mens.. original --
Assunto: Res: Res: Sobre o orgão familiae
De: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Data: 04/03/2011 13:14

Guardião,

Liguei, mas só vão marcar após o Carnaval
O encontro  pode ser realizado no Fórum da Cantareira, sábados. Ou na central, 
que fica na Vila Madalena, quarta a tarde, terça de noite.. 


Qdo tiver mais informações escrevo



________________________________

De: Jonas Golfeto <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com..br>
Enviadas: Quinta-feira, 3 de Março de 2011 14:37:50
Assunto: RE: Res: Sobre o orgão familiae

Pode ligar

Jonas Golfeto
11-8252-8133
Aleph Cinema e Vídeo
jonas@alephcinema.com.br

-- mens. original --
Assunto: Res: Sobre o orgão familiae
De: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Data: 03/03/2011 11:47

E então? Vc já ligou, já marcou? Prefere que eu ligue?

aguardo



________________________________
De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Terça-feira, 1 de Março de 2011 18:33:05
Assunto: Sobre o orgão familiae


Olá, 

Essa a informação sobre o orgão que te falei.

Abaixo o que me escreveu uma das pessoas que conhece o orgão"
  
"A sugestão é conversar com uma das mediadoras do Familiae, este é o link do 
Instituto para que se informe 
melhor http://www.familiae.com.br/frame_geralinst.htm .

Vale ressaltar que a mediadora é uma pessoa completamente neutra, que não 
representa nenhuma das partes nem toma partido, mas legitima as razões e 
questões das duas partes de maneira equânime e equilibrada. O orgão não tem 
representatividade jurídica e nem opera sobre possíveis processos jurídicos. É 
possível fazer essa primeira conversa por telefone para se informar melhor.

Jonas Golfeto - Aleph
F: 11-8252-8133
jonas@alephcinema.com.br
www.alephcinema.com.br


     E então a outra parte manda email insano, dizendo que "ele" mandou extinguir a ação de Destituição do Poder Familiar movida contra mim! Ora, quem extinguiu foi um juiz de bom senso... mas a outra parte pensa que manda mais que o magistrado e não se conforma quando alguma decisão vai contra sua vontade... e quando diz que faria a vontade de Dora mente, mais uma vez descaradamente... e fala do sofrimento da madrasta de 2006... sim, madrastas sofrem mais do que mães...

Ótimo,

Que tal quarta-feira que vem pela manhã aqui em São Paulo?

A Dora está muito bem comigo, NÃO ESTÁ SOFRENDO! Se TIVESE ME PEDIDO OU estivesse ME PEDINDO para voltar a morar contigo pode ter certeza que eu atenderia. 

AGORA ELA SABE O QUE É UMA BOA ESCOLA. AGORA ELA PODE TER UM EMAIL COM O NOME DELA, UM MSN COM O NOME DELA E UM OKRUT COM O NOME DELA, REGISTROS LEGAIS NAS ESCOLAS. ALIÁS, O EMAIL ELA JÁ FEZ E SÓ ACESSA QUANDO QUER. 

DORA JÁ COMPREENDEU QUE ESTEVE COM VOCÊ DE MANEIRA ILEGAL E SOFREU POR SABER QUE VOCÊ ESTAVA ESCONDENDO ELA DE MIM O TEMPO TODO. ME PERGUNTOU VÁRIAS VEZES PORQUE NÃO FUI VÊ-LA NESSE PERÍODO DE 4 ANOS! ELA JÁ ENTENDEU QUE NÃO PUDE VÊ-LA POR CAUSA DA SUA FUGA E DA CONSTITUIÇÃO ESCONDERIJOS FORA DO ESTADO DE SÃO PAULO E POSTERIORMENTE DENTRO DELE.

Nunca impedi, ilegalmente, seu contato com a Dora e certamente não vou fazê-lo, eu penso no bem dela!

Por favor, tire a Cristina dessa história, ela não tem nada a ver com nosso conflito. Não estrague o relacionamento que tenho, com ela e com a família dela, que por sinal é muito bom. Já basta o transtorno emocional que você causou a Luciana quando fugiu com a Dora por duas vezes.

O PROMOTOR COLOCOU COMO CONDIÇÃO PARA O ACORDO, QUE VOCÊ VOLTASSE PARA SÃO PAULO E CONSTITUISSE RESIDÊNCIA AQUI. ISSO PARA OBTER O PERDÃO JUDICIAL DO PROCESSO CRIMINAL. NO PROCESSO CÍVEL ELE NÃO TEM COMO DEFINIR E OPINAR SOBRE NADA. 

Eu entrei com a ação de extinção de poder familiar porque você negou as condições do acordo que o promotor APRESENTOU e porque escreveu que não entraria mais em acordo nenhum, que não sairia de Santos e que, se eu não concordasse com suas condições, eu só voltaria a ver a Dora quando ela pudesse ir e vir. Era o que realmente iria acontecer e não tive outra alternativa a não ser entrar com essa ação.  Como não tinha esperança de achar a Dora, essa era a única maneira de fazer com que a polícia investigasse o seu esconderijo.

Ter ou não o seu nome na certidão de nascimento  não vai apagar a mãe que você é para ela mas certamente impediria que você continuasse fugindo ou volte a fugir. Eu só queria o efeito burocrático de permitir que a polícia investigasse onde você estava ou volte a investigar caso você fuja com ela  pela terceira vez.

A Globo é um canal de televisão que costuma atender com princípios éticos às solicitações de todos. Você tem a mesma condição de solicitar a eles o que eu solicitei. Se quiser chamar a Globo para gravar nossa conversa eu topo. 

A única condição para gravar é que seja fora do orgão famigliae pois, lá eles não permitem gravações. Aliás, qualquer coisa que seja dito ou feito, lá não terá efeito jurídico para qualquer processo. Para que haja conversa assina-se um acordo de que nada do que lá e feito poderá ser constituído como prova.

Jonas






On 24/03/2011, at 10:52, Adriana Mendes wrote:

Oi,
 
Eu não estou brigando, vc não atende o celular, não diz onde está...como posso brigar com alguém que não fala comigo???? Quem foi mesmo que entrou com ação para Destituição do Poder Familiar? Quem quer tirar o direito da Dora ter mãe na certidão de nascimento? Quem quer briga?
 
Liguei para o tal órgão no mesmo dia, nunca gostei de procrastinar nada, estou esperando resposta. Não basta eu querer, quando eu quiser, tem que ter data para o tal "encontro", mas creio que preciso saber da DORA, mais do que qqr encontro, só ela me importa. Ela não escreve, não liga, não fala com os amigos...
 
Esse órgão vai demorar, se for antes da matéria que sairá no Profissão Reporter, de repente a gente chama a equipe para gravar a mediação, o que vc acha? Já que não queria traumatizar a filha com busca e apreensão, mas mesmo assim o fez, e ainda levou equipe da Globo pra gravar o trauma, nada mais justo que gravem a mediação, o que vc acha? Boa chance de aparecer de novo na Globo!!!
 
Também acho melhor vc parar de brigar e estou disponível para encontrar vc e a Dora no dia e hora que vc quiser.
 
sem mais
 
Adriana Mendes


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 24 de Março de 2011 10:16:28
Assunto: encontro

Oi,

Eu continuo achando melhor a gente parar de brigar. Estou disponível para te encontrar no orgão famigliae quando você quiser.



Jonas Golfeto - Aleph
F: 11-8252-8133
jonas@alephcinema.com.br

www.alephcinema.com.br


  Eu ainda pensando que Dora mora em São Paulo, ela já lá escondida na casa dos avós... a outra parte inicia uma série de torturas psicológicas para me manter em alto grau de estresse e ansiedade, marcando e desmarcando encontros com Dora, em fóruns... num deles eu já estava pronta para ir, decidi checar  emails e ele havia desmarcado.

 


Sgunda ou terça você pode? Eu confirmo o dia!


On 31/03/2011, at 12:00, Adriana Mendes wrote:

Fazer o que....


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 31 de Março de 2011 11:51:55
Assunto: Re: Enc: Res: Res: Res: Que horas?

MEU ADVOGADO DESMARCOU PARA HOJE. ASSIM QUE ELE APONTAR OUTRA DATA EU TE FAÇO OUTRA PROPOSTA DE DATA.

JONAS

On 30/03/2011, at 09:44, Adriana Mendes wrote:

 
Já que vem pra Santos, pq não em casa? A Dora vai gostar de ver a casa dela, as coisas dela, poder escolher levar o que quiser...


De: Jonas Golfeto - Aleph 
Para: Adriana Mendes 
Enviadas: Quarta-feira, 30 de Março de 2011 0:21:06
Assunto: Re: Res: Res: Que horas?

SIM
On 29/03/2011, at 22:29, Adriana Mendes wrote:

A Dora vem?


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Terça-feira, 29 de Março de 2011 22:15:54
Assunto: Re: Res: Que horas?

Amanhã passo o horário. Na quinta-feira, no Fórum de Santos, a tarde.

On 29/03/2011, at 19:41, Adriana Mendes wrote:

Sim, pode ser quinta e prefiro em Santos, creio que Dora também. Agora combina o horário...


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Terça-feira, 29 de Março de 2011 14:14:20
Assunto: Re: Que horas?

Podemos mudar para quinta-feira? Pode ser em Santos se você preferir.

On 29/03/2011, at 10:38, Adriana Mendes wrote:

Oi,
 
Mais uma vez: que horas amanhã vou ver a Dora?
Desististe?
        Na audiência  marcada com urgência no Fórum João Mendes de São Paulo, no dia 8 de abril de 2011, descubro que Dora está morando com os avós em Ribeirão Preto. Só então o advogado da outra parte, Danilo Murari, conta a verdade para a minha advogada da época, Marília Telles. Como são pessoas generosas, marcam um encontro para o dia das mães de 2011. Fui para Ribeirão Preto com Miranda no sábado, fiquei na casa de minha amiga Paola Miorim. No domingo Marília me liga para desmarcar o encontro, já que não haverá advogados presentes e Jonas tem "medo".

       Após essse fardo, são marcadas e desmarcadas 2 audiências, já que para que se realizem eu preciso ser citada e uma pessoa que trabalha fora de casa e mora sozinha com sua filha de 2 anos (na época), dificilmente é encontrada. Então é realizada uma audiência dia 2 de agosto de 2011, em que fica acordado, após mais de 2 horas de tentativas de juiz e promotor, que eu fale com Dora por skype todos os dias, das 19h às 20h. O guardião insistiu muito, muito mesmo, para que as visitas fossem realizadas em Visitário Público, mas não existe tal cárcere na cidade, foi necessária muita paciência e dialética por parte do magistrado para convencê-lo disto.



Não há computador disponível às quartas e sábados.

On 04/08/2011, at 17:46, Adriana Mendes wrote:

Quartas e sábados também! Todos os dias! Ensina algum dos avós a gravar, não é tão difícil, ainda mais para professores universitários!


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011 17:35
Assunto: Re: Skype

Às quartas e sábados não será possível o contato por skype, visto que não há como gravá-lo nesses dias.

Não há uma determinação judicial, há um termo conciliatório, algo muito mais amigável e que permite iniciarmos uma relação mais amistosa.

Jonas


On 04/08/2011, at 17:27, Adriana Mendes wrote:

Ontem, conforme combinado, minha advogada ligou na sua casa, em Ribeirão Preto, às 18h57, para passar meu user name. Atendida pela sra Ed, a mesma disse que você não estava, nem Dora e que não sabia de nenhuma ordem judicial, na sequência, desligou, como de praxe, nunca mais atendeu.
A ordem judicial é para falar "todos" os dias, das 19h às 20h! 
Claro que a opção de passar meu contato  foi por telefone, já que por email poderia ser usada a desculpe de que não foram checados.

adriana.mendes13

 


De: Jonas Golfeto <filmes@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011 15:41
Assunto: Skype

Estou aguardando o seu user name para ser adicionado no skype da Dora.

hoje as 19:00 estaremos esperando seu contato


Jonas Golfeto
F:11-8252-8133
filmes@alephcinema.com.br

www.alephcinema.com.br

        Falei com minha filha por skype, ela chorava, chorava, não conseguia falar, dizia que era de tanta saudade, perguntou de Miranda, mas eu estava no trabalho, ela não conversou com a irmã, prometi que no final de semana, além de Miranda, levaria Raquel para dormir em casa, assim também mataria a saudade da então melhor amiga. Talvez falar comigo por uma tela, todos os dias, fosse muito perigoso, por isso, munido de dicas de seus excelentes advogados e sabendo das infinitas brechas da Justiça, volta atrás... e nunca mais falei com Dora... percebam, leitores, como tudo tem que ser do jeito, quando e como a outra parte quer, eu tenho que ser integralmente submissa, aceitar tudo. Sempre achei que o juiz decidisse, mas desde que Dora foi para Ribeirão Preto é o guardião dela que decide absolutamente tudo...
 
 


----- Mensagem encaminhada -----
De: Jonas Golfeto <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 5 de Agosto de 2011 13:08
Assunto: Re: Skype hoje








Muito bem,
Hoje vou converter os arquivos e já preparando o dvd para enviar ao processo. Ok, vai ser protocolada na segunda-feira no processo. 
Você volta a falar com a Dora assim que o juiz apreciar as provas.

Jonas Golfeto
11-8252-8133
Aleph Cinema e Vídeo
jonas@alephcinema.com.br

-- mens. original --
Assunto: Re: Skype hoje
De: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Data: 04/08/2011 20:35

obrigada, vc gravou tudo? eu não consegui gravar, vc pode protocolar no processo, por favor?
obrigada mais uma vez, foi muito emocionante ver minha filha, muito obrigada, obrigada, obrigada, obrigada pela tolerância. Mas nem toquei no nome da sua família ou na sua vida pessoal, em que momento fiz isso?

Por favor, protocole essa conversa de hoje no processo, tá?

Muito obrigada mesmo, vc nem imagina como estou feliz

bj


________________________________
De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011 20:31
Assunto: Skype hoje


Fui bem tolerante quanto a sua atitude hoje.

Se você tocar no assunto "Guarda", "onde Dora quer morar?" ou qualquer coisa relativa a isso ou a minha vida pessoal, fizer agressões a mim ou as pessoas da família eu vou cortar a ligação do Skype e evidentemente protocolar as provas no processo.

Jonas



    Além das conversar diárias por skype, na única audiência inútil que aconteceu, também houve um acordo sobre a outra parte procurar um/a psicóloga para mediar minhas vistas com Dora "até que minha perícia psicossocial fosse feita". Começa outra ladainha e sequência de "pode ser que sim, pode ser que não".
    Percebam leitores, que após 6 meses na "posse' dele, nem ao dentista Dora foi. Ora, se estava tão preocupado com o bem-estar e saúde de Dora, deveria tê-la levado a todos os médicos básicos, não? Percebam que ele primeiro quer mediar conflito comigo, primeiro quer encontrar comigo, para só então "permitir" minhas visitas com Dora. A obcessão dele está em mim. Dora é apenas um objeto para me manter presa, sofrendo... Dora não importa para ele. Nenhum juiz lê nada disso!
 
Porque não avisou, assim que ela voltou a morar comigo, que ela precisava ir ao dentista? 

Quanto a ludoterapia, ela foi no momento certo, você não é psicóloga para saber ou opinar sobre isso.


On 31/08/2011, at 22:25, Adriana Mendes wrote:

E o dentista? Em seis meses não conseguiu levar minha filha num dentista? Demorou 6 meses para procurar ludoterapia? Pq tanta rapidez em mover ações contra mim e fazer BOs e nada por Dora?


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011 22:14
Assunto: Re: Visitas Dora

A ludoterapia com a Dora já está sendo feita há um mês. Ela já fez 4 sessões. 

A ludoterapeuta não pode receber você para visitas porque não tem título de especialização em psicologia jurídica.



On 31/08/2011, at 22:05, Adriana Mendes wrote:

Ficar a vontade para a entrevista, assim como ficou para o órgão familiare, que nunca aconteceu. Achei esse lugar totalmente burocrático, inadequado, não deu para entender nada nesse link, algo bem superficial e, para piorar, fica em Ribeirão Preto. 

Até onde sei nada foi ajustado sobre "escritório de mediação de conflitos".  Quem estipulou isso, vc? Em Ribeirão Preto?

Continua procurando, você tem muito tempo para procurar coisas inúteis.

Ainda espero a tal ludoterapia que ficou ajustado no termo de conciliação do dia 2 de agosto, assim como a conversa por skype que só existiu uma vez.



De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011 21:22
Assunto: Visitas Dora

Depois de muita procura, entrei em contato com esse escritório de mediação de conflitos que me pareceu adequado.

Já fiz uma entrevista e estou esperando a resposta, e espero que seja positiva, para iniciarmos uma tentativa de mediar conflitos e estabelecer a visita monitorada entre você e Dora, conforme o que foi ajustado no termo de conciliação de 2 de agosto.

Eis aqui o link.


http://www.conversacoes.com.br/quem-somos_juri.asp


Fique a vontade para entrar contato também.


Jonas Golfeto - Aleph
F: 11-8252-8133
jonas@alephcinema.com.br

Após esses emails, ele manda o contato de Edna Costa, falo com ela, que deixa claro que a mediação é entre nós, não haverá encontro com Dora. Em outro post colocarei os emails dúbios desta psicóloga, que depois de muita evasão, admite que há interesse em mediar encontros com Dora, mas só após encontros entre Jonas e eu!

Fiz dois encontros com o escritório conversações, sobre a mediação de conflitos aqui em Ribeirão Preto. A profissional Edna Costa quer entrar em contato contigo. Posso passar seu telefone para que ela entre em contato?



Jonas Golfeto - Aleph
F: 11-8252-8133
jonas@alephcinema.com.br

www.alephcinema.com.br


   Percebendo que a Justiça tarda e falha, nunca mais houve nada. O quarto juiz do processo deu a sentença, em junho de 2012, de que as visitas monitoradas fossem realizadas "o quanto antes". Então, em 31 de agosto recebo esse email. Não vou publicar o cel, nem nome da psicóloga por motivos óbvios: é a única chance que tenho de falar com Dora!
   Vingança exalada em cada sílaba escrita pela outra parte...
 
 
 
Se você não tivesse roubado sua filha nada disse estaria acontecendo. Se não tivesse roubado provas do processo teria sido mais rápido.

Jonas Golfeto
jonas@alephcinema.com.br

FONES:
11-8252-8133 (CLARO)
16-9711-8133 (TIM)

VISITE NOSSO SITE

On Oct 4, 2012, at 9:08 AM, Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br> wrote:

Me foi "reportado" pela própria psico que a mesma entraria em contato comigo após o feriado de 7 de setembro (e não de 12 de outubro) sobre visitas "referendadas".

Obrigada por ser tão rápido e ágil em sua ação de Regularização de Visitas para com minha filha Dora e eu, creio que de março de 2011 até agora sem regularizá-las é um tempo bastante ligeiro! Obrigada por ser essa pessoa generosa que você é, Dora também sabe analisar tudo isso e, se alienada está, um dia a mamãe "desaliena".


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012 8:51
Assunto: Re: Visitas

Ela me reportou que já falou com você por telefone e aguarda que a solicitação sobre as visitas seja referendada judicialmente (a solicitação disso é dela, e já foi feita)



Jonas Golfeto
jonas@alephcinema.com.br

FONES:
11-8252-8133 (CLARO)
16-9711-8133 (TIM)

VISITE NOSSO SITE

On Sep 20, 2012, at 9:57 AM, Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br> wrote:

Favor entrar em contato com a psicóloga (sic), pois ao telefonar para a mesma, a própria me informou que por motivos de saúde só estaria retornando ao trabalho após o feriado de 7 de setembro, quando então me ligaria.

Não houve ligação até o presente momento.

Sem mais

Adriana Mendes


De: Jonas Golfeto <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012 12:39
Assunto: Visitas

Favor entrar contato com a psicóloga (sic) para agendar horário para uma conversa inicial a respeito das visitas para com a Dora.

O telefone dela é:

(sic)




Jonas Golfeto
jonas@alephcinema.com.br

FONES:
11-8252-8133 (CLARO)
16-9711-8133 (TIM)

VISITE NOSSO SITE

   

A situação ficou tão insustentável que minha advogada, mas também humana e amiga, resolveu mandar uma mensagem para Jonas, com cópia para seu pai, o psiquiatra infantil José Hércules Golfeto, afinal, ele é o mentor financeiro e mental disto tudo.

Este é o ponto, solicitações não irão impedir sua filha de enxergar o que vc está fazendo.
Você não está protegendo ninguém, está se vingando e sua vingança fere mais a sua filha do que seu alvo.
Talvez ainda haja tempo de impedir um ser humano de nutrir um ódio mortal por vc, para toda a sua vida!


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: claudia pentiocinas <pentiocinas@yahoo.com>
Enviadas: Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012 14:25
Assunto: Re: Visitas

Solicito que não envie mais emails a minha família.


Jonas Golfeto
jonas@alephcinema.com.br

FONES:
11-8252-8133 (CLARO)
16-9711-8133 (TIM)

VISITE NOSSO SITE

On Oct 4, 2012, at 11:39 AM, claudia pentiocinas <pentiocinas@yahoo.com> wrote:

Jonas e José Hércules,

Se vcs tinham alguma razão, perderam-na há tempos.
Vcs entendem que a Dora é uma criança, mas que está crescendo.
Ela é uma pessoa que vai entender tudo o que vcs estão fazendo com ela.
Não há como fugir da verdade! Dora sabe e sempre saberá que sua mãe não é uma doente mental.
Dora saberá que foi impedida de ver a mãe pelo pai e pelos avós e não por um Juiz.
Ela saberá que tentaram lhe tirar o nome da mãe da certidão de nascimento.
Nada no mundo poderá impedi-la de saber a verdade e de tirar suas próprias conclusões.
Vcs não parecem inteligentes. Isto é um tiro no pé.
Só não percebe quem é cego.
Att
Claudia Pentiocinas


De: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Para: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Cc: Jose Hercules Golfeto <jhgolfet@fmrp.usp.br>
Enviadas: Quinta-feira, 4 de Outubro de 2012 9:30
Assunto: Re: Visitas

Vc faz o mesmo, dentro da Lei, claro! Só tenho pena de Dora...

Qto às provas do processo... estão todas lá, nada foi roubado! Agora deixar sua filha falar com a mãe, vê-la chorar de saudade, feliz pq no dia seguinte falaria com a irmã e depois com a melhor amiga e, mesmo assim, impedir conversas por skype... é crueldade demais com a própria filha. Entendo as mães de amiguinhas da Dora de Ribeirão, que em contato comigo dão apoio, mas morrem de medo de vc fazer mal às filhas delas..

Ok, vamos deixar que corra tudo no tempo da Justiça, afinal, é condizente com o seu tempo. Sinto muito ter tomado mais do seu precioso tempo, vai lá dar uma olhada em mais algumas ações que vc esteja envolvido.

Sem mais

Adriana Mendes

PS: Mando cc para José Hércules Golfeto, afinal é quem sustenta essa situação toda... (inclusive, financeiramente)


     Chega um último email, que eu não deveria, mas respondi. Minha resposta criou uma celeuma sem fim. Diz a lenda que Jonas Golfeto irá colocá-la no processo! Nossa, seria impressionante o juiz ler esse email, se minha perícia psicossocial, realizada há mais de um ano ainda não foi lida! Aliás, para que mesmo essas visitas monitoradas? São totalmente sem sentido, porque o acordo, feito em agosto de 2011, portanto há mais de um ano, já prescreveu, afinal, já fui periciada e a perícia diz, claramente, para eu trazer Dora para visitas em minha casa! Mas tudo bem, se essa é a única maneira de falar com Dora, diante de uma psicóloga escolhida pelo ditador, assim será. Hitler está morto, mas os ideais nazistas, infelizemnte, não.
Ok, estarei no horário determinado e endereço que já sei, apesar de vc não passar, pois uma das minhas advs já esteve no consultório da psicóloga escolhida por vc.

Por favor, peça para o seus advs entrarem em contato com minhas advs, me sinto mais segura assim, afinal essa visita era um acordo datado de agosto de 2011, ou seja, há 1 ano e 3 meses, o juiz sentenciou q fossem feitas o quanto antes em junho, ou seja, há 4 meses, acontece que o seu tempo é completamente diferente do meu tempo.

Por favor, não me mande mais emails, se tudo chegou onde chegou é porque não há diálogo ou acordo entre nós, o único em comum que temos é minha filha (infelizmente). Pare de me mandar emails, só servem para poluir minha caixa postal, para isso temos tantos advogados não é mesmo? Para que eles falem por nós, já que a intrasigência e intolerância chegou a tal ponto, para que a partir daí se reportem aos juízes, para que os juízes decidam sobre nossas vidas (bem burocrata)  e, principalmente, sobre a vida da minha filha. Mas, infelizmente, a justiça é lenta, no seu tempo...

Advogados das partes, segue email para que vcs se comuniquem. Mas, como disse, já estou ciente dos horários e dias, estarei lá sem falta, há quase 2 anos anseio para me despedir de minha filha.

Att

Adriana Mendes


De: Jonas Golfeto - Aleph <jonas@alephcinema.com.br>
Para: Adriana Mendes <mendes_jornalista@yahoo.com.br>
Enviadas: Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012 12:03
Assunto: Datas para as visitas

Após a conversa com a pscicóloga agendamos as seguintes datas para as visitas.

18/12/2012

08/01/2013

22/01/2013

SEMPRE DAS15:00 ÀS 16:30

ATT.

Jonas
jonas@alephcinema.com.br

FONES:
11-98252-8133 (CLARO)
16-9711-8133 (TIM)

VISITE NOSSO SITE

  Tenho certeza de que por algum tempo em minha vida sofri transtornos mentais, mais que isso, sofri de cegueira mental aguda. Como consegui achar algum atrativo em alguém tão desprovido de beleza física e espiritual? Só podia mesmo estar muito doente...




























quinta-feira, 22 de novembro de 2012

As Figuras Ilustres do Bronx

    Chegou uma hora em que decidi morar em São Paulo. Era lá que tudo acontecia e queria consolidar uma carreira, que mal tinha começado. Fui morar com Lúcia Rabelo Lemos, publicitária, amiga de uma amiga, num apartamento carinhosamente batizado de Bronx. Ficava na rua Eça de Queiroz, perto do metrô Paraíso. Nome de escritor célebre, bem localizado, um quarto só para mim, fui para lá animada. Lúcia era a primeira mulher e não santista a morar no local. Quando soube que eu era de Santos disse que voltaria a ter "panelinha". Quis saber como ela, que era de Bauru, foi parar lá. Foi por conta do então namorado Marco Bola, também publicitário, um agregador de pessoas, um cara sempre lembrado porque sempre lembra de todo mundo.
    O prédio era antigo/velho, o interfone não funcionava, então quem chegava tinha de ligar do orelhão da esquina, não havia elevador e não batia sol nos cômodos. Quando meu querido pai foi me ajudar na mudança ficou deprimido, por me ver num lugar assim, tão decadente. Mas eu o tranquilizei, pois era o que meu salário poderia pagar e eu ficava o dia todo trabalhando, era mesmo para tomar banho e dormir. Mas o Bronx era muito mais que uma simples pousada, em sua decrepitude habitava também seu maior charme. Na parede do meu quarto estavam alguns homens aranhas grafitados. Lúcia disse que eu  poderia pintar, mas apesar de remeter ao universo masculino, gostei de ter esse super herói (o meu preferido) nas paredes. Pintei o resto da casa e para me ajudar estavam os amigos Alexandre Strâmbio, músico e publicitário, filho único como eu, e Yeis, o melhor dançarino rockabilly visto em toda minha conturbada vida: topete engomado, óculos anos 50, calças apertadas, era meio parecido com Nicolas Cage. Generoso, Yeis me ensinou muitos passos e me trouxe a alegria dos Stray Cats e Violent Femmes, além de Kães Vadius. Esses dois figuras moravam no ABC Paulista e eram meus amigos da Metodista, onde fiz faculdade.
   Uma tradição no Bronx era fazer um evento para apresentar os antigos aos novos moradores e assim marcamos uma "festinha" no meu aniversário de 24 anos. Fui receber o primeiro convidado. Com inevitável espanto abri a porta para Alexandre Cid Pedroso, que havia nadado no Vasco da Gama, de Santos, meu clube do coração. Claro que ele não lembrava de mim, porque eu havia mudado muito nos últimos 12 anos, mas ele estava igual, aliás, mais bonito. E era ele o autor da arte nas paredes do meu quarto! Depois chegaram Daltão (Dalton Vigh) e Daltinho (Dalton Flemming). Dois amigos, ex-moradores e também frequentadores do Bronx, um com 2 metros de altura, outro nem tanto, daí os apelidos para saber quem era quem. Além dos nomes, os dois tinham em comum o bom humor, sorriso largo e simpatia estampados no rosto. Cada um que chegava, me deixava mais "embasbacada" em como um lugar como aquele conseguia concentrar tanta gente interessante por metro quadrado. A maioria dos ex-moradores do Bronx era ligada ao mundo da publicidade e das artes, eu era a primeira jornalista do pedaço.
    Também foram chegando meus amigos, muitos músicos e jornalistas. Acabei perdendo alguns convidados e quando entrei no quarto da Lúcia, vi um cara de óculos com aros pretos, jaqueta de couro, cara de poucos amigos, meio nerd, meio artista, baixo, magro. Era André Gomes, por quem senti uma atração imediata. Percebi que não estava para conversa, mas como era o meu aniversário, fiz ele falar um pouco. Artista plástico, editor de arte da revista Terra, rock, puro charme. Histórias tristes de amor e desilusão. Ok, era por esse que eu ficaria apaixonada...
    Minha vida nesse período foi muito rica em cultura pop e bons amigos. Bola tinha o livro do Bronx, de capa dura e preta, que ficava na sala para quando alguém tivesse inspiração pudesse escrever ou desenhar. Quando eu chegava cansada e estressada da Folha da Tarde, após mais de 12 horas de trabalho no caderno de Cidades, cobrindo acidentes, tráfico de drogas, massacres e chacinas, era no Livro do Bronx que eu extravasava minha veia poética e romântica. Devo ter escrito uns 2 volumes!
    Estávamos nos anos 90 e como todo jovem rock eu adorava Nirvana e Pearl Jam. Com Marco Bola aprendi amar Chico Science e todo o movimento mangue beat. Não consigo lembrar quantos shows eu fui nesta época, certamente uns dois por semana, dos grandes aos pequenos. Outro frequentador assíduo era o Tiko (Antonio Carlos Rocha), meu companheiro de muitos desses incontáveis shows. Divertido, cênico, inteligente, perspicaz, beberrão e de apuradíssimo gosto musical. Tiko era filho do Mussum, meu trapalhão preferido. E quando Mussum ficou doente e internado, Tiko ia do hospital direto para o Bronx, dormia lá quase sempre, me passava o boletim médico diário e eu sofria junto com ele. No dia da morte do Mussum me mandaram fazer a matéria. Não quis ir, sabia que iria ver o Tiko e deixaria de ser jornalista para ser apenas amiga. Pedi que enviassem outro repórter. Carla Conte foi a escolhida para a missão. Voltou com os olhos inchados de tanto chorar e me disse: "Dri, todos os jornalistas presentes se emocionaram como se o Mussum fosse um parente querido". Na verdade era.
   A Copa de 94 foi inteiramente assistida no Bronx, com todas essas pessoas reunidas, torcendo, se contorcendo e chorando juntas. A atriz Einat Fabel, do Grupo Tapa, na época namorada do Daltão, também ia nos jogos e festas. Lembro dela chorando na final e nem gostava tanto assim de futebol. Uma figura muito talentosa, expressiva, cheia de caras e bocas. Quando o Brasil venceu por pênaltis, de forma sofrida, foi a deixa para roubar um beijo do tal André, um tímido. Mas só fui me apaixonar de verdade quando vi seus lindos quadros. O apartamento dele era só de telas e tintas.

    Saí do Bronx porque me chamaram para trabalhar na TV Tribuna, de Santos. Mas coloquei Célia Payão, outra publicitária, para me representar. Lucia e Célia imediatamente ficaram amigas. Adoro apresentar meus amigos e torná-los amigos também. Célia tocava gaita e violão. Também cantava e encantava com seus olhos esverdeados, pele marrom e sorriso largo. Tingiu as paredes do Bronx de azul, branco e amarelo, mas manteve o homem aranha, porque já era patrimônio da casa.
    Como o filho pródigo, voltei em 1996, quando saí da TV e comecei no caderno de Cultura do Diário do Grande ABC - um post a parte - e Célia saiu para outros projetos. Na mesma época, Juliana Figueiredo, minha amiga de infância e natação, queria sair da república que dividia com as colegas da faculdade. Por isso a chamei para dividir o quarto comigo. Uma engenheira no meio desse bando de artistas e boêmios? Daria certo? Seria um peixe fora d'água? Não, porque Juliana até conhecia o Ale Cid Pedroso das piscinas. E mesmo dormindo e acordando cedo, sem beber, sem fumar, sem ser baladeira, é uma pessoa sem preconceito e de fácil convivência. Afinal, para quem passou a infância e adolescência em alojamentos ou ficando em casa de atletas de outras cidades, dividir o quarto com a amiga de sempre, é moleza. Foi muito bom tê-la no Bronx.
    Após um período  meio turbulento, mudei de lá. Não lembro quem foi o último a sair e apagar a luz. É o que menos importa, temos fotos, o Livro, que tenho certeza estar bem guardado com Bola, um colecionador perfeccionista. Também tenho todas as lembranças. Essas pessoas? Continuaram dando seus vôos, em grupo ou solo. Muitas encontrei em novos caminhos, algumas vejo na TV ou nos palcos,  outras continuam minhas amigas para sempre. Todos, sem exceção, são ilustres. Quem passou por lá, jamais esquecerá, assim como nunca esqueci.
  

O Tempo Todo Amor

    Chega um momento na vida que você pensa que já deve ter passado da metade dela. Estou neste momento, pode ser até que eu já tenha vivido mais de 80% do que me resta, não importa. O que penso é que por mais erros que possa ter cometido, por decisões precipitadas que me fizeram escolher o pior e mais doloroso caminho, me arrependo de muito pouco. É puro clichê, mas me dói mais as palavras que não disse, os abraços e beijos que não dei do que todas as porradas (metaforicamente falando) que tomei. E olha que sou uma beijoqueira, abraçadeira e faladeira incorrigível. Mesmo assim penso nas pessoas que amei e que podem não ter mensurado o tamanho do meu amor.
    Desde que Dora nasceu, em todos os dias que esteve comigo, ouviu inúmeras vezes "eu te amo". Há 649 dias ela não ouve mais minha voz, mas espero que meu amor esteja nela, assim como todos os abraços e beijos e palavras de carinho e coragem que sempre lhe dei. Sim, eu conto os dias, como o pessoal dos Narcóticos Anônimos, dos Alcóolatras Anônimos. Penso que eu vou viver sem Dora, só por hoje.
    Antes de dormir a última coisa que Miranda escuta é "te amo". Declarar o amor nunca é demais. A criança sente o amor, mas ouvir que a mãe a ama mais que tudo lhe dará sempre mais confiança. Miranda me retribui com um abraço e sua cara de sapeca: "Mamãe, eu te amo tanto!"
     Mesmo tendo feito tudo com tanto amor, parece que nada deu certo. Na gestação de Dora fiz repouso absoluto, ouvia Mozart, lia muitos livros, via muitos filmes, me alimentava só de orgânicos. Criei Dora com tanto amor, lhe ensinei tantas coisas, tantos valores, recebia seus amiguinhos em casa, ficava amiga dos pais de seus amigos. Espero que Dora nunca se esqueça disso, abdiquei muito por ela e foi porque eu quis, porque a infância passa rápido e queria torná-la um adulto que fizesse diferença no mundo. Nada deu certo. Agora tenho outra filha e não consigo fazer com Miranda o mesmo que fiz com Dora, porque vivo sob tensão e tortura, porque estou sempre angustiada e aflita, porque choro todas as noites e às vezes, todos os dias.
    E resolvi escrever um pouco mais sobre amor porque apesar da raiva, desse sentimento constante de que estou perdendo a vida num processo inútil, em que todos perdem, apenas alguns advogados ganham, o que sinto mesmo, o tempo todo é amor. E também porque ontem, antes de dormir, fui dar uma checada em emails e atualizações do facebook. Daí vi um vídeo engraçado, postado por Nathalia Melati, uma jovem, bela e inteligente jornalista, de umas fãs da saga Crepúsculo. Na sequência comentários hilariantes sobre amor puro e verdadeiro, de Ataualpa Pereira, um jovem, belo e criativo publicitário, que não por acaso é namorado de Nathalia. E também de Fabio Machado, que nem conheço, mas é amigo dos meus amigos, portanto, deve ser da mesma falange. Sempre dizendo que o amor vence no final, que nada é mais lindo do que o amor puro e verdadeiro. Uma brincadeira cheia de verdade.
    Como acordo sempre 6h20 e dificilmente durmo antes da meia-noite, o bom senso me dizia para desligar o computador e deitar. Mas uma playlist musical de amor foi iniciada justamente com Love Will Tears Us Apart, do Joy Division, quem me conhece só um pouquinho sabe do meu fascínio por essa banda. Daí teve Love Hurts em duas versões, Cure, Smiths, Brian Adams, Ryan Adams, The Bangles, Blondie, Ramones, Led Zepellin e eu pensei tanto no amor antes de dormir que sonhei com Dora a noite inteira. Como sempre ela estava enorme, maior do que eu. Dizia que não queria morar comigo, nem com o pai, queria ir para a casa da bisavó Josefa. Até onde sei nunca teve uma bisavó com esse nome. Nem apelando para a melhor amiga Raquel (ao menos era a melhor amiga até 649 dias atrás) consegui convencer Dora a voltar comigo, ela se despedia chorando, dizendo que não podia ficar ...
    Acordei antes da hora, angustiada e triste, mas ainda com muito amor. Miranda dormia ao meu lado, como um anjo. Ela é tão parecida com Dora fisicamente, as mesmas bochechas gordas, o mesmo amor. Não adianta, por mais que eu disfarce com minha ironia fina, com tiradas sarcásticas, por mais que sinta raiva, desespero, por maior que seja meu pragmatismo, o que mais sinto o tempo todo é amor.
   
    
   

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Insanidade Mental

    Desde setembro do ano passado tem perícia psicológica e social prontas, ambas dizendo que posso visitar minha filha, que posso trazê-la para minha casa, para visitas em Santos, para Dora poder lembrar da vida que teve, até ser levada pelo pai e nunca mais ver ninguém. Mas essas perícias nunca foram lidas por juiz nenhum de Ribeirão Preto (já passaram 4 pelo processo). Daí fico sabendo que tem uma precatória em Santos, desde agosto, para que eu faça uma perícia psiquiátrica por insanidade mental! Sou uma pessoa muito sensata e quero que tudo aconteça realmente o mais rápido possível, afinal minha filha Dora está perdendo a infância neste processo, não acompanha o crescimento da irmã Miranda e minha vida está sendo ceifada há quase 8 anos. Por isso fui até o fórum de Santos saber mais sobre esta história.
    Ao chegar no andar da equipe técnica, me apresentei e falei sobre o processo. "Ah, sim, daquele ator da Globo?". Nossa, não é que Jonas Golfeto já virou até ator da Globo com essa história macabra? Informei que a única coisa que a Rede Globo tem a ver com o processo é a falta de ética da equipe do Profissão Repórter, liderada pelo parcial Caco Barcelos, em ir filmar a busca e apreensão de uma criança, a pedido do próprio pai, que nunca se importou com a exploração da imagem da filha. Fiquei um pouco indignada e ainda disse que se alguém nesse processo trabalhou na "vênus platinada" fui eu, como repórter da TV Tribuna, filiada da Globo na Baixada Santista.
     As mulheres deram risada e me informaram que esta perícia ficaria para o ano que vem, por conta dos feriados, recesso e férias forenses. Ah, como se eu não soubesse o andar lento, quase em macha a ré do sistema judiciário brasileiro. Fiquei muito nervosa, chorei, me trouxeram água, solidarizaram-se com minha dor e angústia e acharam extremamente irônico que alguém "acusada" de insanidade mental fosse pessoalmente ao fórum para ser periciada. Mais perplexas ainda ficaram quando contei que minha filha Dora está há quase 2 anos morando na casa dos avós, José Hércules Golfeto e Ed Melo Golfeto, psiquiatra infantil e psicóloga, respectivamente. Irônico e cruel, porque se em algum momento fui insana, essas pessoas, como profissionais da saúde mental, deveriam  entender a dor de uma mãe separada sistematicamente da filha, deveriam entender que seu filho age pura e simplesmente por vingança. Quando contei que essa vingança começou do nada, em 2005, quando ele inventou que eu fugiria para o Chile e tomou a guarda e eu me obriguei a ver Dora em visitário público, a perplexidade foi geral. Contei também que na perícia feita em 2005 por Sidney Shine, considerado o melhor perito forense do País*, está escrito que Dora chora, grita e pede para ficar comigo todas as vezes que é arrancada de mim por policiais militares, "mas o que Jonas vê é Adriana segurando Dora e não deixando ela ir". É tão clara a visão distorcida que esse indivíduo tem da realidade. Pior é a família profissional da saúde mental apoiar tudo isso. Mas imagino como deve doer saber que foram um fracasso com o próprio primogênito. Mas eles não imaginam como dói em mim saber que minha filha está sendo criada pelos criadores da criatura...
    Enfim, não sei o que acontece em Ribeirão Preto, porque nada anda naquele processo e é óbvio e cristalino o tanto que o guardião legal de Dora faz para não me deixar vê-la. Vingança de que? Quando isso começou eu não tinha feito nada! Será que não querer me relacionar mais com ele foi o estopim da insanidade? Vai ver é isso, Jonas e seus pais pensam que sou insana por preferir ficar sozinha com minha filha de 9 meses, do que suportar e sustentar um cara arrogante e folgado.
    Bem que essa família tenta e como tenta me deixar insana. E claro que em alguns momentos fico transtornada mesmo, quero gritar, chorar, mostrar minha indignação para juízes, promotores, amigos, imprensa... mas nada adianta, nada! Dora está guardada na casa desta família e não tenho acesso. Nem eu, nem ninguém que ela conheceu. Isso é insano! O que a Justiça faz com Dora é a maior insanidade. Porque é impossível achar que ficar sem mãe por 2 anos é normal. Me mataram para Dora. Deixaram minha filha órfã de mãe viva! Esses avós não são insanos em corroborar com essa situação para lá de anormal? Será que esses senhores perderam a razão? Será que são portadores de Mal de Alzheimer e ainda não se deram conta? O que será que eles ensinaram para seus alunos na USP e Unaerp de Ribeirão Preto? Tenho medo de saber. Talvez técnicas de tortura psicológica... pura elucubração minha, antes que me processem por isso também.
    Mas se eu sou tão insana, como consigo criar Miranda sozinha? Sem pai,  sem babá, sem tias? E Jonas? Quando pegou Dora pela primeira vez partiu para a casa da então namorada, Luciana Viacava, que fazia as vezes de mãe junto com a babá. E agora levou para a casa dos avós... é claro que ele não consegue cuidar de Dora sozinho, nem dele mesmo consegue cuidar. Tem tanta certeza disto que nem tentou ficar com ela em São Paulo.
    Mas a insana aqui continua na luta, na labuta. Porque Dora um dia, se não acontecer nenhuma tragédia, irá completar 18 anos. Neste dia irá para onde quiser e com quem quiser. Acho até que irá morar sozinha, pois estará farta desta loucura toda. Mas continuo aqui e esses senhores que fazem as vezes de pais de Dora, perceberão que passaram os últimos anos de suas pobres vidas alienando a própria neta, impedindo-a de ver a irmã e a mãe. Quem é o louco afinal?
   
* Sidney Shine escreveu 19 páginas em sua perícia, realizada em 5 meses, num total de 8 entrevistas. O resultado foi totalmente favorável a minha pessoa, mas a advogada Martha Macruz de Sá, usando brechas da Justiça, contestou, dizendo que eu tive depressão, um problema psiquiátrico, daí tive de começar tudo de novo. Shine me disse, na época, que nunca tinha escrito tão positivamente sobre alguém em toda sua carreira forense. Qualquer dia publico aqui partes de seus escritos. Numa das frases me mostra uma Adriana que eu não conhecia, fiquei tão lisonjeada que pedi para usar quando escrevesse um livro. Ele concordou e me encorajou a escrever, dizia que eu tinha o dom de falar e escrever de forma exata e isto está muito perto de acontecer, porque este blog está para se transformar em livro, recheado de fotos, fatos e declarações que comprovarão que É Tudo Verdade Mesmo.