quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Dia que Nunca Chega

   Há mais de um mês, o novo juiz (quarto desde que essa ação teve início em Ribeirão Preto, interior de SP, em março de 2011) sentenciou que o início de minhas visitas a Dora se deem o "quanto antes". Claro que o quanto antes para mim seria  no sábado seguinte, mas para a outra parte, lenta como a Justiça, pode levar aí mais uns 18 meses. Sim, no próximo dia 10 de agosto completará 18  meses que minha filha foi sequestrada dentro da Lei, diante das câmeras da Rede Globo, para o anti jornalismo do Profissão Repórter. Digo completará 18 meses, porque já estou preparada para ficar mais uns anos sem saber de Dora. Se é que ela ainda é Dora.
  Acontece que o pedido, deferido agora por esse novo juiz "tão rapidamente" em um mês, foi feito em agosto do ano passado! Quando eu ainda não havia passado por perícia psicossocial. Só que eu passei por isso em setembro! A psicóloga diz que posso trazer minha filha para visitas em casa. Mas nenhum juiz ainda leu isso! Agora é um retrocesso ver Dora de 15 em 15 dias, por 3 horas e monitorada por Edna Costa, uma psicoterapeuta escolhida a dedo pela outra parte. Mais parcial, impossível! E essa medida só faria sentido assim que ela foi levada, em fevereiro de 2011! Aliás, o promotor de São Paulo, onde Jonas Golfeto, o pai de Dora e autor dessa ação, morava, há mais de 15 anos, já tinha indicado essas visitas há um ano e meio, pois tanto promotor, quanto juiza paulistanos, acharam absurdo tirar a filha da mãe daquela forma e manter Dora longe de todos por um mês! Mas a outra parte preferiu mudar-se para a casa dos pais, em Ribeirão Preto, para fazer perdurar essa situação até o limite da morosidade jurídica. E tem conseguido, com astúcia, coragem e determinação. Quanto orgulho deve ter de si  mesmo! É um gênio do mal!
 Também para minha surpresa, esse juiz manda fazer uma perícia lá na casa da família Golfeto! Um ano e meio depois vão verificar como Dora está. Claro que agora está adaptada, nem que seja a base de remédios psquiátricos, afinal, nada sei daquela que por nove anos foi minha filha. Só sei que ela não parece mais com ela. Foi meu aniversário dia 20 de junho, Dora mandou um email, em que deseja que eu "seja muito feliz com  Miranda, vovó e seus amigos", excluindo-se totalmente de minha vida. Também pergunta se "vovó está melhor agora que meu avô morreu? Lembro que ele era muito doente e dava muito trabalho para ela", mostrando uma maturidade ímpar. Falta de respeito aquela gente dar a notícia da morte do avô para ela. Eu quero dizer quem morreu nesse tempo, quem casou, quem nasceu, quem adoeceu. Não me dão nem esse direito. No email também diz que só tira notas ótimas e tem novas melhores amigas. Diz que tem saudades da amiga Raquel, de mim, de vovó e de Mimi.
 Um dia antes do meu aniversário recebi um grande presente:  a intimação judicial para pagar R$ 26 mil para o advogado da outra parte. Agora é oficial, minha filha foi sequestrada dentro da lei e eu intimada a pagar o resgate! 
  Será que digo para Dora que no feriado de junho seu grande amigo de Paraty, Lucas Chigres, veio para Santos com sua mãe, minha grande amiga Kátia Chigres e que ambos ficaram em casa e ela fez muita falta? Digo que Miranda falou para Lucas que "sua irmã morreu"? Afinal mataram Dora para mim e todos que a conheceram. Pior foi para Dora que, metaforicamente falando, viu um tsunami varrer a Baixada Santista do planeta. Todos nós fomos mortos!
  Ninguém venceu, todos perderam! Nada mais adianta agora. Não tenho mais esperança, pois não espero mais nada, não em relação a esse processo ou em consertar o que foi feito. Ver Dora monitorada como uma mãe criminosa? Não! Isso é retrocesso, é quase voltar ao Visitário Público, maior desejo de Jonas Golfeto, que na única audiência realizada até então, bateu os pezinhos que queria e só permitia visita em Visitário. Dane-se a filha! O que importa é humilhar e fazer sofrer a mãe da filha! Dizer o quê quando encontrá-la? Qual explicação? Dizer a verdade? Mostrar todas as provas de tudo o que o pai dela faz para nos separar para sempre, tentando inclusive a Destituição do Poder Familiar? Sim, isso ela vai saber, mas se souber agora, como irá dormir sabendo que o pai é um psicopata que não dá a mínima para os sentimentos dela? 
  Pensei até em procurar ajuda de um especialista para saber como agir diante disso: Miranda diz que a irmã morreu, Dora não sei nem o que diz. Mas sendo o próprio avô José Hércules Golfeto, um psiquiatra infantil, a avó Ed Melo Golfeto, uma psicóloga e a tia Raquel Golfeto, outra psicóloga... duvido dessa categoria, que estraga a mente da minha filha. E tem o pai... Jonas Golfeto, talvez uma vítima, um experimento também disso tudo, a cria psicótica.
 Por quanto tempo mais eu vou conseguir viver quebrando e me colando todos os dias? Isso não vai acabar em tragédia. Já é uma tragédia pessoal, não só para mim, mas para Dora, para Miranda. Dora já foi maculada e nada mais que seja feito reparará essa injustiça.
Processo 0012197-41.2011.8.26.0506 (730/2011) - Regulamentação de Visitas - Regulamentação de Visitas - J. M. G. - A. de C. M. - Vistos etc. 1. Tendo a ré manifestação concordância com a indicação da psicóloga pelo autor, o acordo o acordo provisório que as partes fizeram em audiência de conciliação (fls. 1.441) está em condições de ser implementado. Sendo assim, estabeleço que as visitas em sábados alternados tenham início na clínica da referida psicóloga, pelo período de três horas, devendo o próprio autor comunicar essa profissional que indicou e informar diretamente à advogada da ré sobre o dia de início (o quanto antes) e horário das visitas, para que a ré possa então comparecer. 2. Cobre-se ao Setor Técnico a remessa da relatório psicossocial que deve ser feito com o autor e com a menina Dora. 3. Desde logo, independentemente do futuro saneamento do proce ss o, depreque-se a comarca de Santos a realização de estudo psiquiátrico com a ré, como foi postulado pelo representante do Ministério Público. 4. Dê-se ciência às partes da vinda dos estudos social e psicológicos já feitos com a ré (fls. 1.619/1.621 e 1.645/1.647). 5. Publique-se o despacho anterior (fls. 1.661), com o qual foi deferida a reabertura de prazo para o autor se manifestar sobre a contestação. 6. Depois dessa manifestação do autor (ou decorrido o prazo para tanto), abra a Serventia (por ato ordinatório) vista à advogada da ré, para que também possa se manifestar sobre os escritos eletrônicos anexos à petição do autor (fls. 1.629/1.636). 7. Intimem-se. Ciência ao Ministério Público. - ADV: MÁRCIA DE ANDRADE BATISTA (OAB 215050/ SP), CLAUDIA PENTIOCINAS (OAB 216724/SP), CRISTINA GEREMIAS DE OLIVEIRA (OAB 191728/SP), DANILO MURARI GILBERT FINESTRES (OAB 231367/SP)

terça-feira, 12 de junho de 2012

Romântico era Lamarca

   Já fui muito romântica. Acreditava no verdadeiro amor. Acreditava na democracia, direitos iguais, liberdade de expressão e que poderia melhorar o mundo. Liderar um grupo para mudar a sociedade é tão idealista quanto utópico. Não há nada mais romântico do que a imagem do capitão Carlos Lamarca, que ao perceber a hipocrisia do sistema em que entrou, ao discordar da Didatura Militar, desertou do Exército Brasileiro em 1969 e partiu para a luta armada, comandando a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), grupo de extrema esquerda. A primeira vez que ouvi falar de Lamarca foi por meu pai, que sempre tinha histórias de pessoas incríveis e estava sempre em lugares de acontecimentos fantásticos. Então caminhoneiro, o jovem Abel estava na mesma cidade do sertão da Bahia quando Lamarca foi encontrado e assassinado! Só se falava no nome daquele "terrorista" e como iriam encontrá-lo, atirador certeiro, inteligente e líder nato, Lamarca era o inimigo número 1 do Estado. Infelizmente meu pai não o encontrou primeiro para escondê-lo em seu caminhão...
   Minha visão de romantismo era mais na linha do herói, da resistência e redenção do que do casal feliz e perfeito, como nas propagandas de margarina. Sempre dizia que não iria casar ou ter filhos, que este mundo está cheio demais da espécie humana. Segui solteira, mas ainda bem tive duas filhas. A maternidade é muito romântica, é mesmo o amor incondicional. Não sei como será o futuro de minhas filhas, nem mesmo o meu. Até onde pude acompanhar, eram duas meninas inteligentes, carinhosas e generosas. O tipo de pessoas que podem fazer um mundo mais amoroso e justo. Mas tudo pode mudar sempre, alguns traumas transformam as pessoas. Eu mesma não sou mais como era. Por mais resistente chega uma hora que a tortura psicológica nos definha. Mas se eu fosse uma guerrilheira certamente morreria torturada, mas não entregaria meus companheiros e amigos. Porque continuaria sendo romântica e fiel nos ideais.
   Posso dizer que tive três amores na minha vida. Não vou denominá-los porque não quero decepcionar ninguém. Um deles já foi amplamente exposto por aqui. O que é um grande amor para mim? Alguém para conversar até o amanhecer dos dias, quando os assuntos se sucedem infinitamente, quando as ideias se complementam, as músicas são as mesmas, quando as vidas seguem paralelas mesmo separadas. Se um dia eu chegar a ser velhinha e o desejo não for mais intenso, nem a beleza explendorosa ou as ideias tão claras, quero alguém para conversar por infinito de horas.
   A única vez que morei com alguém foi com o pai da minha primeira filha. Minha placenta prévia me impedia de tudo, inclusive sexo. Foram sete meses e meio de repouso absoluto. O cara que parecia tão intelectual e culto afastou-se de mim. Chegava quando eu já dormia e dormia até de tarde. Então eu soube que foi o meu pior engano, porque sempre achei que meu maior tesouro fosse meu cérebro e não meu corpo, embora um corpo são seja um tesouro também. Não queria alguém que só me desejasse, sem amizade ou companheirismo. A vida é mesmo cruel, pois com tantos namorados que são meus amigos até hoje, justamente com alguém desprendido de amizade fui ter minha primogênita.
   Com isso aprendi a não ser tão romântica e passei a acreditar  menos. A verdade é que nunca fui apaixonada pelo pai de Dora. Quando contei para o amigo e jornalista Luis Fernando Ramos que estava grávida, o comentário foi o seguinte: "Mas estão há tão pouco tempo juntos, você nem é apaixonada por ele". Eu sabia e considerava isso um trunfo. A paixão pode destruir. Pensava que seríamos sempre amigos, pois, ingênua que era, considerava que gostar dos mesmos filmes e músicas, bastasse. O abismo apareceu durante a gestação. Separar foi fácil, nem doeu. Mas nem nos meus pesadelos mais terríveis havia espaço para tanta dor que viria depois.
    A resistência um dia acaba. A maioria dos heróis morre cedo. Lamarca morreu antes de completar 34 anos e resistindo, da forma mais romântica que um guerrilheiro poderia morrer.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Prestem Muita Atenção No Que Seus Filhos Ouvem

   Dia desses elucubrei em como a música pode definir uma pessoa. Mesmo toda uma geração. Até a falta de gosto musical ou a falta de música na vida é uma definição. Se meus pais tivessem prestado mais atenção nas músicas que eu ouvia quando adolescente, nem precisariam de sermões sem fim sobre comportamento ou perguntar: "O que você tem hoje?". Para eles Ramones e Sex Pistols eram só barulho. Tudo bem que minha mãe não sabe inglês, mas deveria entender que aquelas roupas velhas e rasgadas eram um modo de contestação, de mostrar insatisfação com a sociedade e o status quo. Que havia um imenso grupo de jovens ouvindo U2, uma banda irlandesa muito politizada e pacifista. Que não queríamos viver de aparências.
  Quando tive minha primeira dor de amor, aos dezesseis anos, esse era é meu som preferido http://youtu.be/P2e7dpVDX54, alguém que ouve The Smiths mais que duas vezes por dia não pode mesmo ser muito feliz. Aliás, as bandas dos anos 80 que eu gostava eram de letras existencialistas ou de protesto, não só as bandas inglesas, mas as nacionais também: IRA!, Legião Urbana,  Plebe Rude e tantas outras. Essa chamada Geração X iniciou a era da informação e tecnologia. Mas não sabia muito no que ia dar.
  Já no mundo adulto, quanta desilusão! Trabalhava para pagar contas, comprar CDs e ir em todos os shows possíveis, como dos Smashing Pumpkins http://youtu.be/4aeETEoNfOg. Sentia saudade de um passado bem próximo, da faculdade, quando acreditava num jornalismo ético, na luta por uma sociedade justa, em desmascarar político corrupto e que esses fossem punidos. Que iria trabalhar por ideologia e não por dinheiro. A música é a visão mais sincera e profunda de uma geração. O que foram os anos 90? Ouça Nirvana e saberá. A maioria estava bem preocupada com o capitalismo selvagem e destruição da natureza. Mas ninguém fez nada. O trágico fim de Kut Cobain (líder do Nirvana) é o ápice da desilusão.
   A entrada do milênio me trouxe a descoberta da maternidade. Dora nasceu em 2002. Quando pensei que pouca coisa nova apareceria pós  Nirvana ou Pixies, surgiu Strokes. Que tem lá muitas influências dessas duas bandas, como também do Velvet Underground. Mas que ótimas influências, afinal. Os garotos continuavam cantando sobre existência, conflitos e amor. Vejo o estilo retrô como uma visão pessimista do futuro, de quem prefere se prender ao passado http://youtu.be/YfFrp4Mdqdc, sinto isso nas melodias e canções (as boas canções) feitas na última década. Geralmente o comportamento autodestrutivo é uma fuga. Julian Casablancas, vocalista dos Strokes, invariavelmente está alcoolizado em seus shows. É uma fuga e pode destruí-lo. Tem gente que o considera um filhinho de papai rebelde, afinal é filho de John Casablancas, dono da Elite Model. Que seja! Que todos os filhos de pais ricos e famosos formem uma ótima banda e saiam em turnê mundial. O pai dele pode ter ajudado no início da carreira? Claro! Mesmo pais menos poderosos ajudam quando acreditam no talento dos filhos. Ou não? Imagino, inclusive, que John devia prestar muita atenção no que Julian gostava de ouvir.
  

A música que me leva até você


  A última vez que vi Dora ela tinha acabado de completar 9 anos, há 16 meses. Já definia sua personalidade pela preferência musical. Ouvia Paramore, Pitty e Lady Gaga. Bem feministinha minha Dora, que aliás não entendia como algumas amigas gostavam de Restart e Justin Bieber. Será que agora gosta? Não, não é possível, assim como não acredito em deus, também não creio no diabo. Talvez até ouça óperas ou sertaneja, por influência ambiental. Mesmo assim, gostaria que um dia pudessemos de novo brincar de "essa música é pra você". Nossa forma de dizer como nos sentimos e o que desejamos que aconteça. "Dora, essa música é para você http://youtu.be/e-H0IvzyyXE . Porque no dia que eu te encontrar eu não vou conseguir falar, nem explicar, nem resumir. Mas se você ouvir essa música, sei que vai entender". 
  Isso torna a música tão universal para mim, liga definitivamente as pessoas. A música é a matemática do coração. Dá razão para tudo. Porque existem caras como Chris Martin, que fazem os cálculos e traduzem os sentimentos e anseios inerentes a qualquer ser humano. Reconheço que não me arrebatei assim de cara por Coldplay. Na verdade nunca havia sentido tanto amor e paixão na vida antes de ser mãe. Agora entendo muito mais suas músicas e letras. Sei o que é saudade, estar longe de quem se ama. Porque sinto esse amor e paixão por Dora. Como posso ouvir isso http://youtu.be/Zo6cE6W8JjI e não me emocionar? Como não me encontrar nessas palavras? A música é um estado de espírito? Então as músicas que as pessoas gostam são como seus espíritos. Por isso desejo que Dora seja guiada sempre pelo bom senso musical, não se renda a tchus nem tchas, nem dancinhas sinistras. Que tenha boas amigas em Ribeirão Preto e que seus pais prestem muita atenção no que nossas filhas ouvem.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Declínio de Maio


    Esse título não é original, é uma música da banda Violeta de Outono, nascida nos anos 80 e que tocou na quinta-feira passada no Sesc Santos http://youtu.be/UGZttjdbftY
  Quando conheci esse som lembro que parei de escrever minhas poesias com metáforas, cheias de melancolia e descrença. O que eu ouvia já dizia tudo e ainda havia o Baixo que falava sem palavras. O show que fui em 1987 estava repleto de adolescentes e jovens com espírito inquieto, que sabiam o significado de todas as letras. Concordo que a escolha da data deste último show não foi feliz, tinha Santos F.C. pela Libertadores, em jogo decisivo para seguir na semifinal. Mesmo assim, as poucas pessoas presentes estavam sentadas e muitos nem sabiam quais músicas eram hits dessa banda cult. Também tocaram som novo, muito bom, de qualidade técnica indiscutível, tendendo para o progressivo. Disputar com um jogo de Libertadores do Santos, na Vila Belmiro, é missão difícil. Quando meu amigo Marcelo Santos comprou nossos ingressos, também não sabia do tal jogo, se soubesse, talvez nem tivesse comprado.
   Então comecei uma reflexão sobre todas as coisas ruins e missões difíceis que sucederam-se neste mês de maio. Um mês que seria lindo por excelência, com o frio e luzes do outono, com o Dia das Mães, aniversários de tantos amigos queridos. Mas esse Dia das Mães nem ousei escrever aqui, porque não foi dos mais alegres. Nada de Dora, nem ligação ou mensagem. Ainda assim a minha era a melhor situação no tradicional almoço, pois estava com Miranda me dando beijos e dizendo a cada 10 minutos: Feliz Dia das Mães. Também tinha minha mãe e tia Cida, que adotei como segunda mãe. 
   Essa querida tia perdeu sua primogênita e única filha mulher num dia 1 de maio e seu aniversário é no dia 2, há 18 anos passou a data no enterro da filha. Mesmo tendo 3 filhos queridos e 4 netos, nunca mais conseguiu passar o seu aniversário ou dia das mães completamente feliz. Sei como é. Datas comemorativas e aniversários de nascimento e morte são os mais dolorosos. Tia Cida tem duas noras, minhas amigas que estavam lá. Uma perdeu a mãe muito jovem, deixando 5 meninas órfãs. A outra está numa gestação complicada, com a certeza de que seu bebezinho, se chegar ao nono mês, não viverá mais que horas. E o bebê mexeu no Dia das Mães...
    Pessoalmente é muita tristeza, mas na coletividade a desolação não é diferente. Junte-se a tudo isso a indignação que sinto com todas as orgias feitas pelo Governo que nós sustentamos; imprensa desacreditada; o Judiciário que culpa o sistema por sua lentidão (e que também é sustentado por nós); e pior: a esperança do veto da presidente Dilma ao Novo Código Florestal que acabou em nada. Ah, sim, ela vetou 12, eram 84 e, claro, os vetados poderão voltar, afinal, quem são mesmo os responsáveis por aprovar ou desaprovar Leis? Minha esperança em Dilma era  porque ela é mulher, tem filha e neta, mas não pensou nem no futuro dos seus, afinal, os interesses políticos são mais importantes do que a humanidade.
   Só mesmo quem vive na base de antidepressivos para acordar sorrindo e achar que está tudo bem porque o Sol brilha. Inclusive, acho que o Sol está brilhando demais para o mês de maio, isso não é normal... e para os que ainda acham que sou uma pessoa iluminada, sinto muito, vejo muito mais escuridão do que luz. O declínio de maio é apenas um presságio dos anos de trevas que estão por vir.  
  


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ira e Mentiras de Jonas Golfeto

Penso que seria o melhor para a Dora você aceitar minha proposta em partilhar a guarda.

Acho muito justo que a Dora more os próximos 3 anos comigo e que você faça visitas. Não só por uma questão de igualdade, mas também porque se a proposta é de partilha da guarda, o tempo de convivência comigo seria quase que igual ao que ela teve contigo. Além do mais você faria visitas. Eu não vejo a Dora a mais de 3 anos. Você foge, se esconde, de maneira ilegal, criminosa, bandida! Foge da responsabilida de cuidar da sua filha e pensa só em si.

Você é uma mãe que foge: da responsabilidade, do cuidado e do amor. Se você realmente gostasse e amasse sua filha você não a privaria da convivência paterna. Eu nunca tirei a Dora de você. Enquanto ela morou comigo conviveu com você. Enquanto ela vive contigo, está privada ilegalmente do direito de ver  o pai e conviver com ele.

Você cooptou a menina a ter medo de mim, através de você, com ameaças de oficiais de justiça e polícia. Não percebe que esse mal quem causa a ela é você, não eu?

Não é nenhuma moda inventada por mim "alienação parental". Embora você não respeite nenhuma lei, isso é lei! Isso é o que você está fazendo com ela, e é para lá  de traumatizante!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Se você não voltar e passar a ter uma vida civil longe do crime, vai ser pior para todos nós.

Eu não vou fazer busca apreensão para traumatizar a Dora, vou lutar ao máximo para que você reconheça seus erros e a traga de volta.

Quem age com violência e ódio é você ao fugir de ameaças que estão só na sua cabeça. Você diz que tem medo de mim mas não percebe que seu medo é fruto apenas das suas ações: fuga e manutenção de paradeiros.


Eu gostaria muito de dar o presente que comprei para a Dora,  pessoalmente, ainda essa semana no Fórum. Caso não seja possível, por favor me avise.

Não sendo possível eu entregá-lo a Dora pessoalmente, eu vou levá-lo pessoalmente para sua mãe, vou gravar em vídeo a entrega dele. Vou entregá-lo aberto, já que ela sabe o que é, vou revistá-lo perante a câmera, pois temo que você invente que eu coloquei objetos ou substâncias maléficas no presente, na tentativa de me incriminar.

Como você não vai voltar essa semana, eu temo que isso é o que vai acontecer, então vou documentar essa entrega.

Pessoas criminosas não são de confiança e traem a todo tempo a confiança da gente, fugindo duas vezes (o juiz escreveu na sentença: "traiu a confiança, reincidindo na ação de fugir, repetindo a atitude tresloucada que teve anteriormente"

Pessoas criminosas se escondem, mandam queimar carros com multas excessivas...

Pessoas criminosas mudam o nome dos próprios filhos na tentativa de escondê-los enquanto fogem.

Você tem toda a condição de reverter essa condição na sua vida. A chance é agora.

Se você não voltar AGORA vai ser pior para você, para a Dora e para mim.

Não há como você se manter nessa condição criminosa por muito tempo.

Fugir com duas crianças é um pouco difícil. Você não dá conta! Vai pedir água, sem que eu faça nenhuma busca e apreensão com polícia e oficiais de justiça.

Eu não tenho ódio de você,tenho só um dó! Um dó, uma pena.

Você é uma pessoa que é vítima das próprias atitudes que toma, disso, eu só posso sentir pena. Coitada da Adriana! Adora viver a vida se sentindo perseguida, adora cobrir guerras, adora ser presa na Colômbia, adora fugir com as filhas. Disso tudo eu tenho pena, dó. Porque sei que você não dá conta nem da sua própria vida, quanto mais de cuidar de DUAS FILHAS!!!!

VOCÊ VAI VOLTAR PORQUE NÃO VAI SUPORTAR A PRESSÃO DE TER QUE CUIDAR DE DOIS SERES HUMANOS SENDO QUE NEM DA SUA VIDA VOCÊ DA CONTA!

VOCÊ VAI VOLTAR PORQUE ESTÁ FRACA! PORQUE NÃO TEM MAIS CONDIÇÕES DE SUSTENTAR MENTIRAS. PORQUE EM ALGUM LUGAR, NO SEU ESCONDERIJO  DE VILÃ, NA SUA CAVERNA DE DESENHO ANIMADO, ALGUÉM QUE ESTÁ CUIDANDO DE VOCÊ E ZELANDO PELO SEU ESCONDERIJO VAI SOPRAR NO SEU OUVIDO QUE SE VOCÊ NÃO VOLTAR VAI SER MUITO PIOR, PARA ELE E PRINCIPALMENTE, PARA VOCÊ.

VOCÊ VAI VOLTAR, POR LIVRE E ESPONTÂNEA PRESSÃO DE QUEM CUIDA DE VOCÊ E TE ESCONDE!!!!!!!!!!

QUEM PRECISA DE TANTOS CUIDADOS PARA SE ESCONDER, NÃO TEM CONDIÇÃO DE CUIDAR DE NINGUÉM!

VOCÊ VAI VOLTAR PORQUE PRECISA DE MIM PARA CUIDAR DA DORA. VOCÊ VAI VOLTAR PORQUE PRECISA DE DINHEIRO PARA ISSO.

VAI VOLTAR PORQUE NÃO ADIANTA MAIS OS SEUS  PAIS ESCONDEREM OS IMÓVEIS ALIENADOS EM NOMES DE LARANJAS PARA COBRAREM ALUGUEL NA PORTA.

VAI VOLTAR PORQUE  SEU PAI FOI CONDENADO A PAGAR AS DÍVIDAS QUE ELE TEM COM O BANCO, MAIS DE R$ 300.000,00.

VAI VOLTAR PORQUE VOCÊ É UMA COITADA, QUE VAI TER QUE PEDIR DE JOELHOS, DESCONTOS NAS CUSTAS E ASTREINTES DO PROCESSO! CUSTAM MAIS DE R$1.000.000,00.

VOCÊ, UM DIA VAI VOLTAR, E VAI TER QUE PAGAR TUDO ISSO A UM GOVERNO QUE NÃO TÁ NEM AÍ PARA SUA CONDIÇÃO E VAI TE COBRAR, PODE TER CERTEZA QUE PARA TE COBRAR DINHEIRO ELES VÃO TE PROCURAR E TE ACHAR.

EU NÃO VOU PRECISAR FAZER BUSCA E APREENSÃO!!!!

VOCÊ VAI VOLTAR, PARA O SEU BEM PORQUE, NINGUÉM É TÃO INCONSEQUENTE PARA FICAR TANTO TEMPO SUMIDO. VAI VOLTAR PARA O SEU BEM E PARA O BEM DA DORA.









Tratada Como Objeto Pelo Pai

SEM COLOCAR ABSOLUTAMENTE TODOS OS DETALHES DO ACORDO no papel e homologar juridicamente eu não vou concordar com nada.

Por uma questão de eqüidade eu proponho que ela more comigo, NOS PRÓXIMOS  ANOS , para fazer a , segunda, terceira, quarta e quinta séries e volta a morar contigo para fazer a sexta, sétima e oitava e se ela quiser o colegial contigo, tudo bem também. 

Acho mais do que justo que ela viva os próximos anos comigo e faça visitas para você.

Trabalho aos fins de semana, é nesse período o meu grande fluxo de trabalho. Tenho todo o tempo do mundo para cuidar dela nos dias de semana. Não precisamos mais de  babás como a Maria para cuidar dela, ela já está maior. Pagarei uma pessoa para fazer os almoços, os jantares eu farei, como sempre fiz.

É isso, 

Jonas







terça-feira, 22 de maio de 2012

Distorção Social

Cara Adriana

Lutei muito para que voces entrasse em acordo, o que era melhor para todos,
pricipalmente para Dora. Acho ainda QUE É a melhor solução e ainda espero
por isso.
Dora até quando estive com ela está bem se chorou foi pouco, ela está com
pai em férias do pai, E DEPOIS  ME DISSERAM QUE É UM "VERDADERO PEIXE NA
AGUA" DANÇOU E CANTOU JUBTO DO PIANISTA, JOGA PINGUE-PONGUE E PELAS
INFORMAÇÕES É MUITO ESPERTA...DISSE: TENHO UM PAI E UMA MÃE QUE ME QUER.
AINDA BEM. NÃO SEI SE É ASSIM MESMO, MAS SE FOR É MELHOR QUE QUE SER
ABANDONADA POR UM DELES E PRECISAR FUGIR DE CIDAE PELAS AMEÇAS DE UM DOS
PAIS. FIQUE TRANQUILO ELA NÃO ESTÁ SOFRENDO ATÉ AONDE FOI INFORMADO
Não sei de precesso nenhum, alias volto a afirmar: voces dois deveriam
sentar conversar E FAZER PELO  MENOS UM MÍNINO DE ACERTO PARA BEM DE TODOS
PEINCIPALMENTE DE DORA.
PARA VOCE PENSAR:MUDE DE IDÉIA, VAI MORAR EM SÃO PAULO OU SE QUIZER MORAR 
EM RIBEIRÃO PODE CONTAR COM MINHA AJUDA. MINHA CASA TEM 3 SUITES AGORA
VAZIAS, O SUIFICINETES PARA TODOS,MINHA CASA NÃO TEM PEQUENO QUARTO CHEIO DE
FOLHAS SECAS PARA QUE NINGUEM POSSA OCUPA-LO
NONO